quarta-feira, 31 de outubro de 2012

FEMINISMO E O HOMEM DESCARTÁVEL



O peruibense que aqui escreve adora postagens politicamente incorretas. Na falta do que fazer, posto aqui mais uma.

Sabe, cansa esse papo feminista misândrico, que coloca os homens na condição de seres inferiores. Ora, durante as eleições municipais, se falava que Peruíbe estava em vantagem, por termos três candidatas para a prefeitura (e nenhum homem). Pois bem, qual foi a vantagem disso? No mundo real, qual a lógica desse argumento?

Esse papo de que uma mulher se comporta melhor do que um político, pois teria mais "sensibilidade" para com causas sociais, seria "mais centrada" (como é que é?) e "menos atrevida" do que o homem (argumentos feministas típicos, impossíveis de se entender) é um discurso claramente misândrico, e me espanta que existam homens que se atrevem a passar isso adiante, homens que acabam inferiorizando o próprio sexo, e nem se dão conta disso.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CONCURSEIRO DE VERDADE SUPERA OS FRACASSOS




Você já ficou chateado o suficiente, por não ter passado no concurso público municipal de Peruíbe. Chega, o jeito é seguir em frente.

Pois é, 2012 se aproxima do fim, e para ti restará algum trabalho bem desgastante durante a próxima temporada de verão. Sei como isso lhe incomoda, já que será um esforço que não dará como pagamento aquilo que você considera justo. E agora, irá se acomodar e ficar conformado com esse futuro?

E a liberdade que tanto busca? Desistiu dela? Na primeira derrota, preferiu se acomodar, e nem se informa de novos concursos. Cara, toma vergonha, até quando pretende sobreviver em condições tão precárias? E não me vem com essa de não ter dinheiro para inscrições e outros gastos. Se organize!!!

Se é pra ralar vendendo sorvete no próximo verão, pois então que trate de guardar algum dinheiro, para prosseguir no esforço de se tornar um concurseiro vitorioso.  E como já disse tantas vezes, Peruíbe não é o centro do universo. Vá atrás do emprego, e se for preciso esqueça do lugar em que mora agora. Peruibense concurseiro não se apega, segue em frente.







sábado, 27 de outubro de 2012

REINALDO AZEVEDO DETONANDO A MACONHA, E UM POUCO DO "TROPA DE ELITE"



CAI O ÚLTIMO ARGUMENTO DOS MACONHEIROS: DROGA É MAIS PREJUDICIAL DO QUE ÁLCOOL E TABACO, SIM!

 Um dos lobbies mais organizados, mais influentes e mais aguerridos do Brasil é o dos maconheiros. Não há, já demonstrei aqui — acho que em centenas de textos —, uma só centelha lógica em seus argumentos. Ao contrário: no fim, tudo termina na mais pura irracionalidade. Não repisarei argumentos. O capítulo 3 de “O País dos Petralhas II” chama-se “Das milícias do pensamento” — um dos subcapítulos tem este título “Da milícia da descriminação das drogas”. Como, em certas franjas, o consumo da maconha — e de algumas outras substâncias — se mistura com hábitos próprios dos endinheirados, a descriminação ganhou porta-vozes influentes. Por incrível que pareça, está presente até na eleição do comando da OAB… 

 Leiam reportagem de Adriana Dias Lopes, que é capa da VEJA desta semana. Cai por terra a mais renitente — embora, em si, seja estúpida, já demonstrei tantas vezes — tese dos defensores da descriminação da maconha: a de que a droga ou é inofensiva ou é menos danosa à saúde do que o tabaco e o álcool, que são drogas legais. Errado! Leiam trecho da reportagem: 

 (…) 
A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabix. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.

Com 224 milhões de usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais popular. E seu uso vem crescendo — em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. A ação da maconha nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força”. 
(…) 

 Leiam a íntegra da reportagem especial na edição impressa da revista e depois cotejem com tudo o que anda dizendo a turma da descriminação, cujo lobby é tão forte que ganhou até propaganda gratuita na TV aberta, o que é um despropósito. 

Para encerrar este post, vejam alguns dados cientificamente colhidos sobre os consumidores regulares de maconha: 
– têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão; – têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar; 
– é 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia; – o risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior; 
– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente; 
– 40% têm dificuldades de ler um texto longo; 
– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida; 
– têm oito pontos a menos nos testes de QI;
 – 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade. 

 E, digo eu, por tudo isso, 100% deles defendem a descriminação… 


Por Reinaldo Azevedo


Fonte: REINALDO AZEVEDO

Vídeo simpático, que este blogueiro de Peruíbe sempre quis postar. Aproveito a oportunidade:




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

FINALMENTE A VITÓRIA !!!!





Sim, finalmente você alcançou a vitória. Demorou, mas conseguiu atingir a meta, pois isso é o que importa.

Durante anos, aguardou por esse concurso público da prefeitura de Peruíbe, e se preparou para isso. Passou em uma boa colocação e o cargo é seu. E que se danem os invejosos. Eles que estudem e se esforcem. Um péssimo tipo de peruibense é aquele que se sente incapaz de passar em um concurso público - o infeliz não se prepara - e só desmotiva os outros, dizendo abertamente que isso não tem futuro. Esse tipo deve estar bem descontente agora, pois você SE CLASSIFICOU, E AGORA É UM CONCURSADO.

Os eternos insatisfeitos (certos reprovados) que reclamem e berrem. O fato é que não foram classificados e terão que aceitar isso. Derrotas fazem parte da vida. Concurseiro de verdade toca pra frente. Vai fazer o quê? Ficar esperando pelo próximo concurso municipal, que só ocorrerá daqui a uns três ou quatro anos? TOCA PRA FRENTE. Vá prestar outro concurso, e para de choradeira.



 
Final do filme Rob Roy. Eu já venci dois duelos (concursos públicos). Neles eu derrotei a mesquinharia e falta de piedade que predominam nesta cidade, e deixei de ser vítima dessas pragas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O ELEITOR DE SÃO PAULO DARÁ UM TIRO NO PÉ



E tem quem tenta avisar. O Deputado Federal Jair Bolsonaro até que se esforça, mas o eleitorado paulistano prefere o caminho do abismo:




domingo, 21 de outubro de 2012

DÍVIDA HISTÓRICA




PERCIVAL PUGGINA


A tal dívida histórica não encontra devedores vivos de quem possa ser cobrada. É tolice e é anti-histórica. 

Tem sido dito que a política de cotas, raciais ou sociais, resgata uma dívida histórica. Dívida de quem? Dos brancos para com os negros e os índios, afirmará alguém com furor justiceiro. Pergunto: dos brancos assim, tipo todo mundo? Milhões de brasileiros descendem de europeus emigrantes de seus países de origem por injustiças que contra eles se praticavam. Nada tinham com a encrenca da escravidão aqui. Também são devedores? Muitos brancos portugueses foram enviados a contragosto para o desterro no Brasil, onde arribaram tão "pelados" quanto os índios. Seus descendentes também têm dívida a pagar? Segundo essa linha de raciocínio, sou conduzido a crer que eu teria uma dívida histórica a cobrar da Itália e que os descendentes dos desterrados portugueses teriam outra na velha terrinha, ora pois. Absurdo. 

 Tudo que é dado tem um preço. Vejamos como se aplica essa constatação a uma política de cotas. Quando uma universidade pública as estabelece, ela está dando a determinado grupo social a possibilidade de acessar seus cursos mediante notas inferiores às dos candidatos que não pertencem a tal grupo. Trata-se de uma regalia custeada por concorrentes que não integram o grupo privilegiado. A fatura da vantagem concedida vai para aqueles que poderiam ter ingressado e não ingressaram. Isso é inquestionável.  

Quem concorda com a lei de cotas, embora motivado por nobres intenções, olha para um prato da balança da justiça e fecha os olhos para o outro. Vê o beneficiado e desconsidera o prejudicado. Por quê? Não sei. Jamais topei com um vestibulando do grupo fraudado que considere justa a adoção das cotas. O apoio a tais políticas, concedido por quem nada tem a perder com elas, é generosa barretada com o chapéu alheio. É dar presente com o cartão de crédito dos outros. Não é justo. Nem honesto. 

A tal dívida histórica não encontra devedores vivos de quem possa ser cobrada. É tolice e é anti-histórico. O que o Brasil tem é uma necessidade de resolver seus desajustes sociais. Admitir que essa tarefa existe implica assumi-la como dever moral da nação. Vale dizer, de todos os brasileiros, como membros de uma sociedade que estampa infames desníveis. A miséria, a ignorância, a falta de oportunidades não têm cor de pele. O absurdo da lei de cotas é jogar no colo do estudante branco da escola particular o ônus dessas correções. A responsabilidade maior e a maior potencialidade material para combater tais desníveis é da política, do Estado brasileiro, mediante instrumentos não expropriatórios. Aliás, no que concerne à educação, a política de cotas equivale a pretender resolver o problema de fundações de um prédio nivelando seu telhado. Para cada formando pela política de cotas, todo ano, em virtude das muitas deficiências dos ensinos Fundamental e Médio, a base do sistema afasta do tecido social centenas de crianças cuja educação está sob responsabilidade de quem? De quem pretende enxugar gelo, em nome da justiça, com a lei de cotas. 

 Enchem páginas de jornal as matérias sobre o péssimo nível de ensino no país, o abandono dos cursos voltados para a educação e o quanto isso obsta nosso desenvolvimento. A melhoria do ensino básico tem custo. E é mais barato posar de justiceiro com os direitos alheios do que fechar as torneiras pelas quais se esvaem recursos que deveriam servir para acabar com a injustiça ali onde ela crava perversas raízes sobre o destino de milhões de crianças.

Fonte: BLOG DO PERCIVAL PUGGINA

Postagens recomendadas:

COTAS RACIAIS - UMA IDEIA ELITISTA

A DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO BRASIL AGORA É OFICIAL

sábado, 20 de outubro de 2012

GRAVE RISCO PARA A LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL!




César Maia


As declarações do presidente atual do PT e dos dois ex-presidentes condenados pelo STF por corrupção ativa foram convergentes e harmônicas entre eles…, e são assustadoras. Acusam a imprensa de ter promovido as condenações dos principais líderes e ex-dirigentes do PT, já que teria criado o ambiente e induzido o voto dos ministros do STF. 

 O silêncio de seus parceiros da “base aliada” acumplicia e coonesta essas declarações. Afinal, da mesma maneira foi recebida a cobertura da imprensa no caso Cachoeira, finalmente abafado numa CPI controlada pelo PT e pela sua fiel “base aliada”. 

 Mas os Ministros do STF não são “base aliada”, apesar de dois deles terem sugerido isso, por seus argumentos. E o STF não é CPI controlada pelo PT. 

 Lula apoiou seus condenados e se somou ao coro dos que culpam a imprensa. E a chegada triunfal de dois ex-presidentes na sede do PT mostrou que o partido está uníssono na agressão à imprensa. A ostensividade oficial de apoio à eleição de Chávez, com a mesma agência de propaganda do PT e com a presença de membro da executiva e co-ministro de relações exteriores, mostra que a fraternidade com Chávez é política e ideológica e, claro, incorpora a visão bolivariana sobre a imprensa. 

 Dilma está à esquerda de Lula, o que é uma garantia de aprofundamento dos compromissos petistas do governo, nessa matéria. Já houve tentativas de legislar contra a liberdade de imprensa. Pelo menos três vezes. Só os ingênuos podem imaginar que isso não retornará. Com certeza retornará e com maior força. 

 E esse será um tema implícito na voz da candidata e explícito na campanha, em 2014. E que não se iludam os otimistas e os de boa vontade: se o PT eleger a presidente em 2014 e formar a maior bancada, não vai esperar o carnaval e menos ainda a semana santa para aprovar uma legislação repressiva à liberdade de imprensa. No mínimo “a la Argentina” e no máximo “a la Venezuela”. Ambas hipóteses predadoras da liberdade de imprensa, com pequena diferença de grau. 

 Há sempre que lembrar o que repetia Thomas Jefferson: “Nossa liberdade depende da liberdade de imprensa e ela não pode ser limitada sem ser perdida”.

Fonte: DEBATES CULTURAIS


Comentário: este blogueiro de Peruíbe ainda se espanta quando critica a Dilma perto de algum petista, pois é normal que ele se irrite, dizendo que apóia ela - e daí? - e NÃO GOSTA QUE ELA SEJA CRITICADA. Sabe o que eu respondo? QUE NÃO ESTAMOS EM CUBA OU NA VENEZUELA. Aí fica calado, bem caladinho. Pode até resmungar, fazer cara feia, mas fica calado.

Esses "companheiros" possuem uma mentalidade esquisita. Crítica é algo que eles podem fazer dos outros, mas ai de quem os critique. Democracia para eles parece uma via de mão única, por onde podem seguir sem qualquer oposição. Várias vezes já vi blogueiros petistas comemorando "a morte da oposição". E depois os outros é que são os "fascistas" ..... ah, entendi. Eles são "progressistas", daqueles bem esclarecidos, que só faltam tatuar o símbolo da foice e martelo nas próprias testas. São progressistas. Defendem o que nunca funcionou, mas são progressistas. Perto dessa gente, sou um porco direitista do século 18, e prefiro essa condição.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

VOCÊ ESTÁ SAINDO DE PERUÍBE - TEM CERTEZA DE QUE É UMA BOA IDÉIA?



Será uma ótima ideia, depois que você perceber que durante vários anos tem sido enganado, manipulado e explorado nesta cidade. Novamente, uma postagem para poucos.

 Mas, se neste momento, você é um daqueles peruibenses "municipalistas", que já se sente ofendido com o quê eu escrevi logo acima, trate de parar por aqui, e vá procurar alguma patetice escrita em terceira pessoa com um tom bem popularesco. Aqui, EU NÃO ALIMENTO ESPERANÇAS !!!

Este texto é um pouco mais do mesmo, mas e daí? Vou variar um pouquinho: Segue abaixo um link do filme O SHOW DE TRUMAN - O SHOW DA VIDA. Eu o assisti em 1999 e foi um divisor de águas para mim. Contribui para explicar o que eu penso, sem ser ainda mais repetitivo:

O SHOW DE TRUMAN - O SHOW DA VIDA


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

SECRETARIA DE SAÚDE DÁ 15 DIAS PARA HOSPITAL DE PERUÍBE SE ADEQUAR




De A Tribuna On-line 


O Hospital Municipal de Peruíbe terá 15 dias para providenciar um conjunto de 36 adequações necessárias, o que implicará fechamentos temporários de alas da unidade. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde. 

 “Formalmente, não foi necessário lavrar auto de interdição do hospital, uma vez que a Secretaria de Saúde de Peruíbe concordou com todas as exigências de adequações necessárias”, informa o órgão, em nota. 

“O acordo prevê que o hospital fique parcialmente fechado e que mantenha apenas a sua maternidade em funcionamento. O DRS irá prestar apoio para auxiliar a transferência dos pacientes. O atendimento de emergência deverá ser prestado pela UPA de Peruíbe e prontos-socorros das cidades vizinhas”, esclareceu a Secretaria de Saúde do Estado. 

Dentre as medidas de adequação do Hospital Municipal de Peruíbe, conforme o órgão estadual, estão eliminar fiação exposta, descartar medicações vencidas e instituir controle de prazo de validade desses produtos, abolir prática de manter recém-nascidos internados no mesmo leito com a mãe, recarregar extintores de incêndio e adquirir e manter na lavanderia produtos de lavagem de roupa com registro da Anvisa. 

 “As medidas são necessárias para não expor os pacientes a risco”, destacou a Secretaria de Saúde do Estado. 

 Em 2011, o órgão liberou o repasse de R$ 7 milhões para a construção de um novo hospital em Peruíbe. Desse valor, R$ 3 milhões já foram repassados ao Município e os outros R$ 4 milhões serão pagos conforme a medição das obras. 

Transferência 

 Cerca de dez pacientes internados na enfermaria da Clínica Médica do Hospital Municipal de Peruíbe deverão ser transferidos para serviços de referência da região nos próximos dias. A medida irá permitir a desativação dessa ala e da Unidade de Terapia Semi-Intensiva, que já está vazia. Com isso, serão iniciadas a reforma e a adequação desses espaços. 

 Segundo o secretário de Saúde de Peruíbe, Marco Antonio Cantuária Ribeiro, a Pediatria e a Maternidade do hospital permanecerão funcionando normalmente durante esse período. A informação não é confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado, segundo a qual somente a Maternidade continuará aberta. 

 A desativação parcial do hospital foi definida na manhã desta segunda-feira, durante uma reunião feita no Departamento Regional de Saúde da Baixada Santista – DRS IV –, na Aparecida, em Santos.

 A medida chegou a ser anunciada pela Secretaria de Saúde do Estado, na noite de quinta-feira, como uma interdição, já que as condições do serviço ofereciam risco à saúde dos pacientes ali internados, conforme informara na ocasião, em nota, o órgão. Mas a secretaria, por meio do diretor técnico do DRS IV Renato Rodolfo Pastorello, voltou atrás logo em seguida e reclassificou o fechamento do hospital como uma desativação temporária.


Fonte: A TRIBUNA


KIT ANTI-HOMOFOBIA: TEORIA E PRÁTICA DA MILITÂNCIA PETISTA



Gravatai Merengue

A militância petista da internet é preponderantemente contra a interferência de igrejas em políticas públicas, defensora do estado laico e simpatizante de toda e qualquer causa (mesmo); incluída aí, é claro, a bandeira LGBTT. 

 Já o partido, especialmente quando em campanha, frequenta todo tipo de igreja, seita, culto, templo, com direito a candidato ortodoxo tomando comunhão católica. Podem dizer que é do jogo, ok. Mas sigamos. 

 No poder, o PT governa aliado à chamada bancada evangélica. Lembra tudo aquilo que falavam do Russomanno e da IURD? Pois bem: o PRB, partido ligado à Igreja Universal, é aliado de primeira hora do governo federal. Continua aliado. E continuará. 

Chegamos, portanto, ao kit anti-homofobia (chamado pela imprensa e parlamentares aliados do governo federal de “kit gay”). José Serra foi perguntado sobre o kit, respondeu de forma a condená-lo. Imediatamente, a militância petista da web repudiou com veemência a resposta (aquela veemência típica deles, com indignação teatral, insultos de todo gênero e a tradicional falsa defesa de uma causa). 

 Estariam esses militantes preocupados com os direitos LGBTT? Não, não estariam. A regra, mais uma vez, se confirmou: entre uma causa e o partido, ficam com o partido – seja qual for a bandeira. 

 O tal kit SERIA lançado pelo MEC. Não foi. E não foi porque a presidente Dilma Rousseff o vetou. E esse veto resulta de pressão de bancadas conservadoras. A “pressão” funciona porque o governo precisa desses parlamentares em sua base. Puro e simples acordo de governo “progressista” e setores que os militantes do partido consideram um atraso para o país. 

 Mas não há indignação quanto a isso; rola aquela vista grossa de sempre e os direitos LGBTTs que se lasquem. 

Subitamente, surgem petistas raivosos quando José Serra é perguntado sobre o kit que a própria Dilma vetou. Ele estaria erradíssimo pela opinião que tem; ela certíssima pelo veto ao kit por pressão das bancadas conservadoras (de quem o governo depende dos votos, a quem o governo dá ministérios etc.). 

 O kit foi divulgado no final de 2010 e já estava em elaboração havia mais de um ano. O veto ocorreu em maio de 2011 e, desde então, NÃO HOUVE PRODUÇÃO DE QUALQUER OUTRO MATERIAL. Enquanto militantes LGBTT (que colocam a causa acima de qualquer partido) brigam por algum tipo de política pública correlata, os petistas (especialmente da web) não cobram coisa alguma (já o TCU, cobra uma fortuna que teria sido gasta e, claro, não foi aplicada). 

 E a desonestidade se torna mais descarada quando tratam como “tema posto em campanha pelo candidato” o que é uma resposta a pergunta formulada em entrevista. Funciona assim: perguntam, perguntam, perguntam, perguntam, até que, claro, o candidato responde. Daí a culpa é dele (!) por “colocar o tema na pauta” (!?!). 

 Enquanto isso, a demanda da comunidade LGBTT continua ignorada pelo governo progressista que, vejam só!, é aliado de bancadas ultraconservadoras e ligadas a toda sorte de denominações religiosas. O militante petista aplaude o governo que VETOU o kit, mas xinga pesadamente quem emite uma opinião contrária ao mesmo material vetado pelo governo aplaudido. 

 Eles não perdem tempo com coisas como lógica, noção ou fatos. Primeiro o partido, depois esses detalhes. E depois, bem depois, as causas que alegam defender. E se tudo der errado, há sempre a saída clássica de dizer que o adversário diz “baixarias”. Patético.

Fonte: IMPLICANTE


REUNIÃO DETERMINA FUTURO DE HOSPITAL DE PERUÍBE NESTA SEGUNDA-FEIRA

Uma reunião marcada para esta segunda-feira, em Santos, definirá o futuro do Hospital Municipal de Peruíbe, que deverá ser desativado parcialmente para reforma e adequação de quatro alas. Deverão participar do encontro os dirigentes do Departamento Regional de Saúde (DRS IV), órgão ligado ao Governo do Estado, e o secretário de Saúde de Peruíbe, Marco Antonio Cantuária Ribeiro. 

 O secretário Marco Antonio afirma que a reforma e adequação dos espaços somente começarão após o Estado dar garantias de retaguarda hospitalar. Nesse caso, pacientes de Peruíbe e região que necessitarem de internação serão encaminhados ao Hospital Regional de Itanhaém; Irmã Dulce, em Praia Grande; ou Guilherme Álvaro, em Santos.


Atualmente, o prédio que abriga o Hospital de Peruíbe tem as paredes descascadas, o chão remendado ou sem piso em alguns pontos e as telhas velhas, mas aparentemente se encontra organizado e limpo, sem grandes problemas estruturais. 

 De acordo com o secretário, foram identificados pela Vigilância Sanitária do Estado 36 pontos que deverão ser alvo de ações durante os trabalhos de reforma e adequação do Hospital de Peruíbe.

 Entre os itens apontados estão limpeza de ar-condicionado, aquisição de geladeira para separação de insumos e instalação de cortinas em alguns locais. “São coisas razoáveis e que fazem sentido investirmos agora. O que vi de maior peso financeiro é a troca de compressor de ar na casa de máquinas.” O Governo do Estado investirá R$ 7 milhões na obra.   


Fonte: A TRIBUNA

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

APÓS INSPEÇÃO, HOSPITAL DE PERUÍBE SERÁ PARCIALMENTE DESATIVADO


O Hospital Municipal de Peruíbe deverá ser desativado parcialmente. A medida visa permitir a reforma e adequação da Unidade de Terapia Semi-Intensiva, Maternidade, Clínica Médica e Pediatria e sanar problemas identificados pela Vigilância Sanitária do Estado. 

 A ordem de desativação das alas começará a ser definida segunda-feira, em uma reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária do Estado. Os trabalhos serão realizados somente em uma enfermaria por vez, a fim de evitar o total fechamento da unidade. 

 A desativação parcial do hospital foi definida pelo diretor técnico do Departamento Regional de Saúde (DSR IV) Renato Rodolfo Pastorello como uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Grupo de Vigilância Sanitária do Estado. 

 “Dia 1º de outubro, a equipe de Vigilância Sanitária do Estado – DRS, compareceu ao hospital e verificou algumas inadequações, de acordo com as normas de vigilância”, explicou, Pastorello, ontem à noite, por telefone. 

 Frente aos problemas verificados pela Vigilância Sanitária, o órgão encaminhou para o Município um cronograma. Foi feita uma reunião entre os dois órgãos quarta-feira) e, ontem, a Vigilância Sanitária retornou para ver o que havia sido atendido do cronograma.

 “Ainda existem algumas pendências, contudo, são pendências sanitárias, que não oferecem risco de morte ao paciente”, garantiu Pastorello. “Então, se acordou com o secretário (Marco Antonio Cantuária Ribeiro) que ele vai manter o hospital aberto”. 

 Enquanto cada ala do hospital estiver desativada, pacientes do Município deverão ser encaminhados para serviços regionais de referência. 

 “Estamos buscando pactuar com o Hospital Regional de Itanhaém, o Hospital Irmã Dulce (Praia Grande) e o Hospital Guilherme Álvaro (Santos), uma retaguarda, para fazer uma desativação progressiva: fecha uma enfermaria, reforma e enquanto isso fazemos a transferência desses pacientes novos que surgirem para o Guilherme Álvaro”, ressaltou o diretor técnico. “A reunião de segunda-feira vai ser, justamente, para ver por onde vai começar essas questões. O hospital não está fechado, continua a funcionar”. 

 Ele vai diminuir o número de atendimentos. Por quê? A gente, para fechar um hospital, precisa ter a retaguarda de outros. Não pode colocar o paciente na rua. Então, estamos entrando em contato com o Hospital Regional de Itanhaém, Irmã Dulce e Guilherme Álvaro, para ver que disponibilidade de leitos que a gente tem para que, segunda-feira, a gente possa fazer uma programação de desativação parcial. Quem vai fazer isso não é o Estado. É muito importante frisar que o Estado respeita o gestor municipal. 

 O gestor municipal é que está tomando as atitudes, com a orientação do Estado. Dentro dos problemas identificados, parece que são 30 questões que estão sendo discutidas, segunda-feira vamos ver quais já foram solucionadas e, em cima das que não foram solucionadas, vamos ver se vai começar pela reforma e adequação da Maternidade, se vai começar pela reforma e adequação da Semi-Intensiva. Se começar pela Maternidade, tenho que garantir leito de Maternidade nos outros hospitais. 

Basicamente, são problemas de fluxo de lavanderia; o hospital tem que ter um médico no CRM responsável pela unidade. Semana passada, o médico que estava tirou o nome dele como responsável. Estavam providenciando outro para ficar no lugar como responsável, junto ao CRM, para o hospital poder funcionar. 

 A Secretaria de Estado respeita a autonomia do gestor, jamais vai tomar uma ação, a não ser que seja em última instância, de interditar de fato. Isso não é uma interdição. Não há interdição no hospital. O que há é um cronograma que está sendo desenvolvido de ajustamento. Vão ser colocados prazos. E algumas vão passar pela necessidade de reforma. Vai ser feita uma programação de desativação parcial. Desativar um hospital gera um impacto para a população”.


Fonte:A TRIBUNA


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ETEC DE PERUÍBE FUNCIONARÁ EM SEDE PRÓPRIA


Baixada Santista ganha mais uma Etec 

 De A Tribuna On-line

 A Baixada Santista ganhará, em breve, mais uma unidade da Escola Técnica Estadual (ETEC). A nova escola será aberta em Peruíbe, onde as atividades já acontecem em instalações provisórias adequadas pela Prefeitura. Na região há outras oito unidades instaladas em Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Santos e São Vicente. 

 O decreto que cria a nova Etec foi assinado nesta quinta-feira pelo governador Geraldo Alckmin. Desde 2009, o Município disponibiliza cursos por meio de uma Classe Descentralizada vinculada à unidade de Mongaguá. O edifício será construído com recursos do Programa Brasil Profissionalizado (convênio com o Ministério da Educação).

 Atualmente, Peruíbe tem 279 alunos matriculados na Etec nos cursos de Técnico em Contabilidade, Logística e Modelagem do Vestuário. O processo seletivo para o 1º semestre do ano que vem está com inscrições abertas até 25 de outubro. Com a nova unidade, o Centro Paula Souza passa a administrar 209 Etecs, presentes em 154 municípios paulistas.


Fonte: A TRIBUNA


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CONCURSOS PÚBLICOS 2013: OPORTUNIDADES PARA CONCURSEIROS








Pois é, voltei ao que realmente interessa: concursos públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Em 2013, não faltarão oportunidades para todo concurseiro. Não será um ano eleitoral, o que já facilita muito para todos os que buscam oportunidades no funcionalismo público.

Ao concurseiro de Peruíbe desmotivado, reprovado no último concurso municipal, peço reflexão: não deu certo, não passou? Concorra em outro município, ou mesmo em outro Estado. Que se dane se você gosta desta cidade e "não quer ficar longe de Peruíbe". Prefere um emprego descente ou quer continuar a levar uma existência precária por aqui?

Não fantasie com o resultado da última eleição. Continuará a predominar neste lugarejo uma SOCIEDADE EXCLUSIVA, onde nem todos os peruibenses têm lugar, a não ser em sonhos socialistas. Transforme a própria revolta por ser um desses excluídos, em motivação para conseguir uma alternativa para você mesmo.

Postagem recomendada:

OPERAÇÃO FAROL DA LIBERDADE: CONVOCAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS


VOLTANDO A PROGRAMAÇÃO NORMAL



Este blog está voltando para a programação normal. Chega de política em Peruíbe e de eleição municipal. Cansei, tenho assuntos MAIS IMPORTANTES para tratar.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PERUÍBE CONTINUA A SER UM BALUARTE ANTI-PT







Uma questão precisa ser dita: Peruíbe continua a ser um baluarte anti-PT. A eleição municipal demonstrou isso.  A candidata petista - terceiro lugar - teve 10.351 votos, o que até que não é pouco, mas isso não se refletiu na votação para a Câmara.  Em 2013 o PT continuará a ter apenas uma cadeira lá dentro.

Os eleitores recusaram a continuidade da esquerda governista, mas não aceitaram como alternativa uma esquerda oposicionista. A massa é predominantemente de direita - embora nem sempre vote na direita - e preferiu uma candidata mais afastada desses pólos políticos. 

Preciso lembrar que se dependesse do eleitorado peruibense, em 2010 o Serra é que teria sido eleito presidente. Aqui a Dilma pouco convenceu. Aliás, ela nunca me convenceu E JAMAIS ME CONVENCERÁ.



MARCADORES: PERUÍBE, PERUIBENSE, ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE 2014

domingo, 7 de outubro de 2012

VEREADORES ELEITOS EM PERUÍBE ELEIÇÕES 2012



ZECA - PV: 924 votos.

DR LUIZ MAURÍCIO - PSDB: 729 votos.

OSVALDO DO POSTO - PR: 648 votos.

CABRA BOM - PTB: 618 votos.

RAFAEL - PMDB: 581 votos.

NILSÃO - PSB: 553 votos.

ANDRÉ DE PAULA - PMDB: 549 votos.

NIVALDO BAHIA - PSB: 519 votos.

MOHAI - PSDC: 508 votos.

FRANÇA - PTB: 499 votos.

IVO ELETRICISTA CHOK NELES - PTB: 497 votos.

LORO - PSDC: 494 votos.

DR RUBENS - PPS: 423 votos.

DRA. LAILA - PC DO B: 356 votos.

RICARDO CORRÊA - PT: 297 votos.


MARCADORES: PERUÍBE, PERUIBENSE, ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012, VEREADORES ELEITOS

PERUÍBE: O FIM DE UMA ERA



Antes, posto aqui o resultado final da eleição em Peruíbe:

ANA PRETO - PTB: 38,30% dos votos válidos (13.827 votos)

MILENA BARGIERI - PSB: 33,02% dos votos válidos (11.921 votos)

ONIRA - PT: 28,67% dos votos válidos (10.351 votos)



VOTOS APURADOS 39.196

 VÁLIDOS 36.099 (92,10%) 
BRANCOS 1.152 (2,94%) 
NULOS 1.945 (4,96%) 
ABSTENÇÕES 12.683 (24,45%)

Uma das candidatas oposicionistas, a empresária Ana Preto, foi eleita hoje prefeita de Peruíbe. Novamente, se repetiu um fato: neste município, prefeito (no caso, prefeita) não se reelege. Novamente, o eleitorado escolheu o caminho da renovação.

A maioria do eleitorado de Peruíbe escolheu por não manter no poder a atual prefeita, mas também preferiu por uma escolha que não estivesse mais a esquerda do espectro político. Predominou o voto conservador, para os padrões peruibenses, é claro. Os eleitores preferiram mudança, mas sem radicalização.

O que nos aguarda? Bem, eu pertenço ao grupo dos pessimistas, dos desiludidos. Esta cidade está longe de ser o paraíso do litoral paulista, mas, sim, a prefeita eleita pode fazer um bom governo. Os desafios serão muitos: SUS problemático, desemprego elevado, carência de um turismo com visitantes AAA, ausência de Porto e uma Marina, pesca e agricultura abaixo do potencial, parque industrial ainda incipiente ... esqueci de alguma coisa?

Ah, tem o Pré-sal, que até agora parece ficção científica em Peruíbe. Serão vários os desafios para o novo governo. Mudanças para melhor são possíveis, embora não na velocidade que muitos munícipes esperam. 

Mas esse progresso futuro não será possível apenas com uma melhor administração municipal. Peruíbe (o que inclui tanto o próximo governo como os munícipes) precisará escolher entre a ilusão da riqueza - Baixada Santista - e a realidade da pobreza - Vale do Ribeira. Difícil de entender? Favor visitar as postagens abaixo:

A IMPORTÂNCIA DA INSTALAÇÃO DE NOVAS REDES VAREJISTAS EM PERUÍBE

O SONHO PERUIBENSE, PROMESSAS E CERTOS FATOS

CIDADE PRAIANA ESNOBADA


ANA PRETO ELEITA PREFEITA DE PERUÍBE (19:45)

Com 99,31% das urnas apuradas, Ana Preto (PTB), está matematicamente eleita prefeita de Peruíbe. Milena Bargieri (PSB) está com 33,08% dos votos e Onira (PT)está com 28,68%.

ANA PRETO CONTINUA NA FRENTE (19:37)

Com 85,42% dos votos apurados, Ana Preto (PTB) continua na liderança das eleições em Peruíbe. Ela tem 37,8% dos votos válidos. Em segundo lugar, com 33,25% dos votos, permanece a atual prefeita, Milena Barguieri (PSB). Onira (PT), está em terceiro lugar, com 28,93% dos votos.

ANA PRETO NA FRENTE (18:55)

Peruíbe: Ana Preto (PTB) estava em terceiro, mas assumiu a ponta após 26,39% das urnas apuradas. Ela aparece, agora, com 35,99% dos votos. Milena Bargieri tem 34,07%. Onira é a terceira: 29,95%

17% DAS URNAS APURADAS EM PERUÍBE

Com 17% das urnas apuradas (18:40), a prefeita Milena está na frente, com 38,75 %. Onira tem 32,27 % e Ana Preto 28,99 %.

NOSSA, DIA DE ELEIÇÃO MUNICIPAL !!! PRECISO IR VOTAR !!!




 Caramba, preciso ir cumprir com o meu "dever cívico". Mais tarde - bem mais tarde, já aviso - volto com o resultado da eleição em Peruíbe.

POSTAGEM HISTÓRICA DO REINALDO AZEVEDO SOBRE A LEI ANTI-HOMOFOBIA




Postagem do começo do ano, que eu resolvi postar agora.     

A falsa denúncia de homofobia no "fantástico" demonstra por que a tal lei anti-homofobia não pode ser aprovada. Ou: O tiro no pé da militância gay


O “Fantástico” levou ontem ao ar uma reportagem preconceituosa. Sim, é o “preconceito a favor”. A questão é saber se o “preconceito a favor de uma causa” provoca ou não danos a terceiros. A dúvida é meramente retórica porque a resposta é óbvia. O vídeo com a reportagem está aqui. Eu a reproduzo abaixo (em vermelho). Leiam com atenção. Volto em seguida.

 Dois domingos atrás, o Fantástico foi a Santos conhecer um curso que se destina a formar drag queens. Durante a gravação, um aluno se destacou e, quando voltou ao trabalho, o aprendiz de drag teve uma surpresa. E não foi nada agradável. Foi Ailton aparecer no Fantástico na semana passada. “Sou psicólogo, administrador, professor da área de logística e quase drag.”, disse ele na reportagem. No dia seguinte, tudo mudou. “Um dos meus chefes simplesmente chegou para mim e disse que não era condizente com ele, que aquilo não era bom para empresa, não era bom para a imagem”, conta o professor. 

 A reportagem era sobre um curso de drag queen, e Ailton era um dos alunos. Ele andou de salto alto, dançou, cantou. Ele era professor de logística em uma escola, no centro de São Vicente, litoral de São Paulo. Ficou dois anos e meio no emprego. Na segunda-feira depois da reportagem, recebeu o aviso do chefe, antes mesmo de chegar ao trabalho. “Ele falou abertamente: ‘você está demitido’”, diz conta. A carta de demissão diz que Ailton foi despedido “sem justa causa”, mas ele acha que o motivo está claro. “Sofri um ato homofóbico”, desabafa. 

 Por isso, o professor registrou um boletim de ocorrência por “injúria”. Contou à polícia que o patrão disse que ele era uma “mancha para sua empresa”. Ailton ficou apenas com o segundo emprego, em uma entidade que oferece cursos profissionalizantes de graça. O professor é homossexual assumido e alega que o agora ex-chefe sabia disso. “Eu não imaginava que fosse gerar essa polêmica toda”, se emociona Ailton.

 Procuramos o dono da empresa. Ele conversou com nossa equipe, mas não quis gravar entrevista. Em uma nota, o advogado da escola contesta a versão de Ailton. Afirma que a empresa está “indignada com as inverdades mencionadas e que tomará medidas judiciais para proteger sua honra”. O ex-patrão de Ailton negou qualquer tipo de preconceito, disse que já vinha pensando em demitir o ex-funcionário, porque o rendimento dele estava caindo e que Ailton também estava faltando. Ele achou melhor fazer o desligamento, depois que Ailton não apareceu na escola durante dois dias, porque estava participando do curso de drag queen.

Repórter: Você faltava? Ailton: O único dia que eu faltei, foi exatamente no Sábado de Aleluia. Na quinta-feira, eu havia deixado uma atividade. 

 Para a presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, demitir por causa de duas faltas é exagero. “Não houve nenhuma advertência e simplesmente a demissão? Dois dias de falta não ensejam a demissão desta forma como foi feito. Acho que isso fica evidenciado, que foi uma demissão causada por homofobia.”, afirma Maria Berenice Dias. Chateados, os colegas do curso de drag queen mandaram recados para o ex-patrão de Ailton.

 “Agora você deveria conversar com o Ailton e trazer ele de volta. Faz isso que eu to te pedindo. Chama ele de volta que eu acho que vai ser melhor pra todo mundo.” 

“Eu aproveitaria o marketing que o Ailton teve, colocaria ele montado de drag na frente da loja. Eu garanto que ia ter muito mais público. Pensa nisso. Contrata ele agora como drag!”, sugere Zé Carlos Gomes, coordenador do curso . 

 Segundo a representante da OAB, Ailton pode pedir indenização por danos morais. Mas ele não se decidiu. “Eu não sei te dizer até que ponto a indenização é interessante. Eu só sei de uma coisa: preconceito não pode existir.”

Voltei 

Se a tal lei tivesse sido aprovada, a chance de o ex-patrão de Ailton ir para a cadeia seria enorme. Dispensa “por homofobia” rende pena de 2 a 5 anos de reclusão. Caso o empregador seja acusado de não contratar alguém pela mesma a razão, a coisa é ainda pior: pena de três a cinco anos. No caso em questão, a lei nem existe, mas a sentença já está dada: pela reportagem do Fantástico — não há como negar — e pela representante da OAB, todos convertidos em juízes.

 Aílton não tem dúvida de que foi vítima de homofobia, claro!, embora, vejam que fantástico (!), ele seja homossexual assumido e seu patrão soubesse disso. Assim, devemos entender que seu patrão “homofóbico” contratou um homossexual assumido. Entenderam??? 

Muito bem! Aílton diz que faltou ao emprego num dia e deixou de “cumprir uma atividade em outro”… Mas, se ele é gay e aparece na televisão se comportando como uma drag queen, é claro que só isso pode ter decidido a sua demissão. Temos, então, que um gay não poderá mais ser dispensado por incompetência, negligência, sei lá o quê. Será sempre homofobia. Fosse ele hétero e tivesse aparecido na TV como aluno de um curso para machões, aí não haveria como alegar preconceito. 

Reitero: a lei nem foi aprovada, e já há gente sendo demonizada na televisão. Ademais, pergunto: uma escola — estou falando de “escola”, não de uma empresa da área de entretenimento — tem o direito de não querer uma drag queem como professora caso considere que isso a prejudica na disputa pelo mercado? Uma pré-escola pode decidir não contratar a Tia Swellen Wonderful — que, na verdade, é o Tio João Evangelista de Souza —porque isso deixaria as crianças um pouco confusas? Segundo a lei que querem aprovar, não! Cadeia! 

 Essa é a mesma lei que poderia mandar para a cadeia um padre ou pastor que coibisse a expressão da “homoafetividade” dentro de uma igreja. Atenção! Se um líder religioso desse um pito num casal hétero que estivesse trocando um beijo de língua dentro do templo, a lei o protegeria. Afinal, nos seus domínios, cabe-lhe impor o padrão moral de sua crença. Caso fizesse o mesmo com parceiros gays, poderia ficar cinco anos trancafiado. E olhem que nem seria preciso dizer palavras duras: caso os parceiros gays se sentissem psicologicamente constrangidos — uma coisa, assim, subjetiva… —, já haveria motivos para a acusação de homofobia. O texto trata até do “constrangimento filosófico”, seja lá o que isso signifique.

 O que quer essa gente? Que os empregadores comecem a ficar com receio de contratar gays, já que podem estar se expondo a uma futura acusação de homofobia? 

 Por Reinaldo Azevedo

Fonte: BLOG DO REINALDO AZEVEDO


sábado, 6 de outubro de 2012

IMAGENS DA CARREATA DA ONIRA, NA AVENIDA PADRE ANCHIETA









Fotos da carreata do PT, neste sábado, na Avenida Padre Anchieta.


AGORA VIRAMOS SOCIALISTAS



Nas eleições municipais, um estranho cacoete se repete em praticamente sobre todo discurso político-partidário, de norte a sul, de leste a oeste, enfim, contaminando todas as nomenclaturas políticas. Por mais que haja uma aparente oposição entre direita e esquerda, liberais, conservadores ou socialistas, contudo, essa divergência não reflete necessariamente diferenças ideológicas, mas tão somente distinções de interesses ou de grupos políticos personalizados. Neste aspecto, as nomenclaturas partidárias são apenas ficções vazias de algum grupelho ou cacique político. No Brasil, os partidos políticos nunca foram ideologicamente fortes. São expressões inócuas de meros jogos oligárquicos de interesses. 

 Entretanto, não se pode negar que dentre a fraqueza de identidade partidária nas disputas eleitorais, há uma estrutura de pensamento predominante entre todos eles, seja nos projetos, seja nos discursos políticos. É curioso, senão surpreendente perceber que os esquemas mentais socialistas são hegemônicos em quase todas as propostas de governo expostas na programação eleitoral. Todavia, esse socialismo não se expressa politicamente numa estrutura ideológica coerente, e sim numa cultura, discurso e prática política, que se manifesta inconscientemente, transformando-se num vício retórico e em uma mania burocrática, que se casaram perfeitamente com o tradicional patrimonialismo da nossa sociedade. 

 De uma coisa não se pode negar: as ideologias revolucionárias e estatólatras produzidas em universidades e escolas do país criaram um consenso assustador, um imperativo categórico inquestionável e dogmático. O Estado adquire auras sacrais, culto idolátrico, sintoma de onipotência. Se antes a crença era restrita a uma diminuta elite universitária ou a um círculo de fanáticos positivistas ou marxistas, agora a doutrina do governo total expande sua influência sobre todo o corpo social, incluso, a classe política. Quem negará que os políticos brasileiros, reles criaturas demagógicas e boçais, formadas muitas vezes, embora indiretamente, por estes mesmos cânones academicistas, não gostaram da idéia?

 Nas agendas dos candidatos a prefeito ou a vereadores, observamos as seguintes cenas messiânicas: eles vendem a idéia de que são seres superiores, milagreiros, grandes pais estatais, prometendo os serviços mais detalhados e minuciosos para atender aos anseios ou carências materiais e emocionais do cidadão comum. Um deles promete mais creches para cuidar das crianças; outros, melhores colégios ou hospitais; ou então empréstimos subsidiados de bancos “populares”, cestas básicas e geração de emprego e renda. Ou mais, centros de lazer ou ocupação para os jovens. Em suma, um processo de burocratização da sociedade muito similar ao sistema sueco de “bem estar social” ou ao regime soviético. 

 O problema deste discurso é o seu irrealismo, sua inoperância, sua megalomania. Ou mais, sua sedutora ameaça à liberdade civil e política em nome de samaritanos propósitos. Se os políticos repetem essas fórmulas à exaustão é porque os eleitores, bestializados por um universo de doutrinação ideológica e confiança cega no Estado, são capazes de abandonar seus papeis sociais e direitos individuais mais elementares aos caprichos de uma burocracia administrativa e política salvadora. Quando os políticos se propõem a criar mais creches ou expandir o sistema educacional, o cidadão comum médio nutre de um conforto espiritual apavorante, uma vez que abdica do papel de pai ou mãe de família, para dar ao Estado um poder que até então era individual. Na verdade, a idéia redentora de um Estado babá que dá tudo ao cidadão é algo que está tão impregnado na consciência democrática moderna, que será muito difícil convencer o cidadão comum a andar pelas próprias pernas. Ou pelo próprio cérebro. 

O mesmo se aplica ao sistema de saúde. Alguém pensará numa assistência médica onde o Estado não detenha o controle? Por mais que haja pessoas morrendo em filas dos hospitais municipais e por mais que o atendimento seja precário, vergonhoso, ridículo até, o cidadão médio tem a ilusão de que deve ser paparicado como uma criança birrenta e egoísta. Ele não sabe cuidar de sua saúde. O Estado cuida. 

 Ainda me lembro da cena grotesca do Pronto Socorro Municipal de Belém, quando os médicos e enfermeiros grevistas colocaram um caixão simbólico na frente do hospital. Confesso que aquela cena tinha um ar macabro. Alguém poderia dar credibilidade a um hospital onde o símbolo maior é uma urna funerária? Melhor seria morrer em casa do que ver aquela imagem surrealista. É provável que muitos brasileiros realmente morram em casa e ainda paguem por este serviço falido. Mas isto não conta nas estatísticas do governo. 

 Alguém poderia objetar a esses argumentos, ao afirmar que os pobres precisam de atendimento médico e as crianças sem posses precisam de educação. O problema é que ninguém pergunta como e o que o Estado pode oferecer neste sentido. Não se pode negar que muitos pobres não têm condições de pagar um serviço caro de saúde. Ou que muitos pais tampouco possuem recursos para oferecer uma instrução necessária a seus filhos. Contudo, será que alguém já se perguntou qual o preço da tamanha concentração de poder que o Estado exige para oferecer estes serviços? Quando os tolos falam da redenção da educação universal como uma panacéia pronta para os problemas da sociedade, será que perguntam que tipo de educação se oferecerá às crianças? Ou que tipo de tratamento médico será dado aos doentes? 

 Não seria mais lógico que a sociedade civil, de forma voluntária, fizesse sua parte realizando tudo o que espera do governo, ao invés de esperar dessa classe política corrupta e ávida por dinheiro? Alguém acredita que o Estado criará tantas creches ou tantas escolas ou tantos hospitais para atender todo mundo? Mas a que custo? A custo de pilhar e estatizar toda a sociedade civil? 

 Há aí um vício de iniciativa da própria população civil em resolver seus problemas. Acostumada a esperar tudo do governo, só resta se sujeitar bovinamente a uma autoridade superior, que realiza, de cima para baixo, o que poderia ser feito de baixo para cima, ou seja, pelos próprios concidadãos.  

Os pobres poderiam ser auxiliados sem a interferência direta do governo? A resposta é sim. Durante séculos foi assim. As famílias, através de associações, de Igrejas, se atendiam mutuamente sem a interferência governamental. A anomalia do Estado atual é que gerou a falsa idéia de que é titular absoluto uma educação formal, retirando de outros elementos ou instituições da sociedade, o poder de educar. 

 Ainda me lembro de uma situação particular. Comentava a uma senhora a seguinte questão: os cidadãos, ao invés de esperarem do governo para asfaltar sua rua, poderiam tomar a iniciativa por conta própria e, no máximo, descontar tais ações dos impostos. E eis que ouvi a seguinte resposta: deixe o governo fazer. Isso demonstra que a expansão governamental na democracia estimula uma sociedade de cidadãos atomizados, desarticulados, cuja inércia é retrato de uma carência completa de vínculos institucionais solidários. Na verdade, o vínculo institucional, personificado tão somente no Estado, acaba por alienar os cidadãos de seus próprios interesses e de seus direitos. Porque no final das contas, é o Estado, a classe política, a burocracia que decidem, à revelia da sociedade, o que acham que é melhor para a sociedade. 

Não pretendo aqui cair num ingênuo anarquismo. Seria difícil tirar o Estado de cena, sabendo-se que ele gerou um círculo de dependência material e psíquica na comunidade e esvaziou de espaço as demais instituições políticas tradicionais, como a Igreja, a associação civil leiga e a própria família. Contudo, é necessário repensar no poder abominável deste grande monstro filantrópico. O governo deve ser subsidiário, auxiliar da sociedade nos seus papéis tradicionais, não usurpar-los em causa própria. Ou melhor, a solução primaz é fortalecer o que é elemento necessário da sociedade civil, como a Igreja, a família e a associação voluntária e diminuir a esfera do Estado dentro da lógica limitadora de sua ação política. Quanto menor a influência do Estado, maior a facilidade de controlá-lo e fiscalizá-lo. 

 Lamentavelmente, a diminuição do poder estatal parece ser uma ilusão, uma luz apagada no discurso político atual. Qual político ou burocrata da atualidade, em sã consciência, quer perder esse poder? Qual político quer perder votos ou mesmo uma eleição, ao falar a verdade para o povo, a de que não há lanche gratuito? E como defender valores tão caros à sociedade, como a liberdade, quando esta sociedade, em sua maioria, está mais apegada a bens e confortos materiais do que tomar conta de si mesma? A própria classe intelectual e universitária, tal como uma casta sacerdotal deste viés político, com algumas exceções, deseja a consagração deste Estado divinizado. A democracia está vivendo uma curiosa situação de escravidão voluntária, onde os cidadãos consentem na servidão de um déspota opressivo, embora pretensamente generoso. São as ovelhinhas obedientes de um mau pastor. 

Nos anos 30 do século XX, em meio ao totalitarismo fascista e comunista, alguém afirmava, descrevendo o espírito de uma época, que “todos agora somos socialistas”. Alguém poderá dizer coisa diferente, no âmago de nossas pretensas democracias liberais?

Fonte: CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA